30 setembro, 2009

E o vencedor foi...

Há duas semanas sairam os vencedores do anuário Comer e Beber de VejaSP.

Um dia antes da entrega da revista em casa, eu já tava fuçando na internet pra saber os campeões.

Acho que a maior surpresa foi o escolhido como Melhor Carne, Varanda.

Depois de 12 anos consecutivos, o Baby Beef Rubayat, único campeão da categoria desde que o prêmio foi criado, foi desbancado.

Eu não conhecia o Varanda, embora tivesse ótimas recomendações de amigos (conheço uma pessoa que não come carne se não for no Varanda, né Décio???)

Aproveitando o ensejo da comemoração de 1 ano de casados (passa rápido!!!!), amantes de um bom restaurante, eu e meu marido fomos ao Varanda - ok, foi surpresa pra mim, mas ele sabia que eu ia gostar da escolha.

Sem nenhuma indicação do lado de fora, ficamos na dúvida se era ali mesmo...

Um espaço bem bonito e confortável, mas sem grandes sofisticações, afinal, o negócio ali não é ser bonito, mas sim, a melhor carne.

E é esse o negócio deles: Carne!

Tem todos os tipos, até o mais nobre da espécie japonesa, o Gado Wagyu, de onde sai o famoso Kobe Beef.

Cortes argentinos, americamos e brasileiros estão no cardápio com louvor.

Depois de um bem servido carpaccio de entrada (leve, saboroso, temperado na sua frente), dividimos um bombom de alcatra com papas infladas. (o prato da foto)

De início, achei que a faca tramontina que eu estava usando é que era boa... Quando o primeiro pedaço foi mastigado, a carne simplesmente derreteu na minha boca!

Simples assim, sem menor esforço... (neste momento eu parei de escrever pra recordar com carinho aquele momento, que momento!!! rsrsrs)

Enfim, MERECE!!!!!!!

O vinho italiano Villa Antinori Toscana caiu como uma luva, excelente pedida.

Quanto ao valor, veja bem: couvert, entrada, prato principal divido, café + água mineral sem gás e vinho italiano, tudo isso, pela bagatela de R$ 250,00 (sendo que o estacionamento é cortesia), acho que vale muito, não precisa almoçar lá todos os dias, mas se tiver uma oportunidade, não deixe passar.

Rua General Mena Barreto, 793 - Itaim Bibi
11 3887-8870

25 setembro, 2009

A cozinha da cozinha

Adoro boas histórias!!!!
Sabe que ando pensando em pleitear uma vaguinha como lavador de pratos, vai que me dão a chance de cozinhar pra brigada?!?!?!?!?
do Caderno Paladar, Estadão - pelos repórteres Olívia Fraga e Luiz Henrique Ligabue







Tem gente que vai ao La Casserole para comer a blanquette de veau, outros gostam do magret de canard, ou das tripes caen. Mas não é isso que os funcionários preferem. Para eles, o melhor prato do restaurante são cubos de pernil, acompanhados pelos triviais arroz, feijão, salada e guarnição. O prato é preparado no maior capricho pelo Grande – o chapeiro que há mais de uma década manda para o salão filés e cordeiros.

A história se repete na cidade, já que os funcionários comem onde trabalham. E em cada casa, o almoço e o jantar têm um jeito próprio e um cardápio exclusivo bem diferente daquele oferecido no salão.

O Caderno Paladar, do Estadão, entrou nas cozinhas e descobriu muitas coisas, entre elas que 11 horas é hora do almoço e o jantar começa às 18h; que 30 minutos são suficientes para uma refeição; que cozinheiros se revezam na tarefa de alimentar os companheiros; e chefs, restaurateurs, cozinheiros, gerentes, copeiros, maîtres, sommeliers, administradores e manobristas sentam-se lado a lado no salão, dividindo o mesmo "básico" das cozinhas: arroz, feijão, carne, salada e, se as nutricionistas deixarem, macarronada. Tudo no mesmo prato.



Alguns casos curiosos:


La Casserole


Arroz e feijão tem sempre. Já as massas, saladas e proteínas que acompanham o cardápio dos funcionários do La Casserole variam. Quem prepara tudo isso? O arroz é obra do Cabral e o feijão, do Rodrigo. O resto, depende do dia. As "misturas" obedecem a um rodízio de praças (subdivisões de uma cozinha profissional). Dia de carne, a turma da chapa entra em ação. Grande é o autor do clássico de maior sucesso de fora do cardápio: o pernil. É o prato preferido do pessoal da cozinha. No dia de peixe, quem assume as panelas é o Pedrinho, especialista no assunto. Duas saladas e suco completam o cardápio, que vez ou outra ganha também uma sobremesa.
As refeições são servidas no salão reservado do restaurante. Baixelas e réchaud são colocados em linha e a brigada (cozinha, salão, administração e manobristas) vai se acomodando aos poucos. A subchef Flávia Geraldini, além ajudar a administrar a cozinha do La Casserole, é a encarregada de supervisionar a refeição dos funcionários, das compras à definição do menu. Ela também cuida para a mão não pesar: "O pessoal da cozinha gosta de pimenta...", entrega. (( essa foto tem uma carinha de comida caseira, né?))


PERNIL À LA GRANDE Uma receita simples, como ensina o próprio autor, o Grande. Corte o pernil em cubos e deixe marinar por uma noite no azeite com alho, temperos verdes e pimenta-do-reino. No dia seguinte, refogue em uma frigideira. Quando a carne estiver quase pronta passe para uma assadeira, com azeite, e deixe dourar em forno quente.


Kinoshita

Sabe qual é o melhor prato do Kinoshita? Rabada. Quem garante é um grupo de frequentadores assíduos que dispensa molho yuzu, karasumi e wasabi e prefere o prato de sustância, acompanhado de farofa e suco de abacaxi. É a equipe de funcionários, que passa muito bem, satisfeitíssima com a rabada e a macarronada com arroz e feijão semanais. "Se fosse por eles, era arroz, feijão e rabada todo dia", conta a nutricionista Carla Shwafaty, enquanto faz sinal autorizando a tropa a se aproximar das panelas para se servir. "Fiz um cardápio equilibrado, com salada, suco, carne, e eles gostam de surpresas às vezes."

Mas com a rabada não tem como fazer segredo: quando Carla antecipa o cardápio da semana para alguém, o boca a boca trata de fazer com que os 40 funcionários – 15 de manhã, 25 à noite – saibam da novidade. Nesse dia a brigada bate cartão mais cedo só para não perder a boquinha.

Os cozinheiros se revezam na tarefa de cozinhar para os colegas. Entram perto das 10 h para preparar a refeição, servida no bar. Na primeira visita do Paladar havia espaguete (com molho de tomate e creme de leite) e frango grelhado com salada verde e tofu com shoyu, gengibre e azeite, que havia sobrado de um evento da véspera. A untuosa rabada de quinta-feira, preparada pelo trio Rafael, Bjorn e Leo, fez o barman Horinei se lembrar do Piauí, onde nasceu. Vinte minutos depois (o almoço termina às 11h30), a fome dá lugar à leseira. Alguns acompanham a música que sai das caixas de som e outros se refestelam na cadeira, descontraídos.
CHEF-CRÍTICO O Paladar flagrou o chef Murakami debruçado sobre um prato de massa. Com ares de crítico gastronômico ele sentenciou: "Delícia de macarronada, equilibrada, muito boa"


Eñe

João sai do Grajaú às 5 da manhã em direção à R. Dr. Mário Ferraz, 213. Contratado há quase três meses como "pia" (lavador de louças e ajudante geral), é o mais famoso cozinheiro de brigada do Eñe. Seu arroz, feijão e carne de panela são tão caprichados que o chef executivo Flávio Miyamura quer colocar o rapaz no fogão. "Ele era vizinho do nosso manobrista, que o indicou para o emprego. Fui percebendo que a turma elogiava muito os almoços que ele fazia. Ele está com tudo", brinca Flávio. João, envergonhado, fica só atrás do balcão, sorrindo.

Para os 25 funcionários que almoçam no Eñe todos os dias (à noite são 30), divididos entre o bar e as mesas do salão, João varia o tempero do arroz, incluindo bacon, queijo, tomate, cenoura, o que encontrar no mercado, onde a subchef Carol vai duas vezes por semana para abastecer a brigada.

Purê cremoso, homogêneo, perfumado de manteiga. O panelão de feijão está salpicado de bacon. Todo dia é assim caprichado? A turma garante que sim. Dia desses, João aprontou uma feijoada a pedido de Leonardo Portugal, o sommelier da casa. "Ele trouxe tudo lá do Mercadão. Tinha pé, orelha, bacon...", fala baixinho João, timidez latente. Inesquecível mesmo foi o frango à parmegiana, polvilhado de farinha de trigo, depois banhado no ovo e passado na farinha de rosca.

No almoço de sexta, alguém lá no fundo manda perguntar do feijão branco. Gargalhada geral. João não explica o que é, ouve e deixa que expliquem por ele. Flávio se antecipa e conta que, certo dia, deixou feijão branco de molho para fazer fabada como sugestão do menu. Dia seguinte, cadê o feijão que estava aqui? João tinha usado no almoço dos funcionários.


A Figueira

Já passa das 11h30 e os perfumes que saem das panelas na cozinha do A Figueira Rubaiyat fazem salivar. Cento e cinquenta pessoas vão poder comer os pratos que estão ali. Mas nenhum deles é cliente.

Em poucos minutos, grandes travessas de inox são colocadas lado a lado formando um bufê dentro da cozinha: arroz à grega, feijão bem temperado, farofa, espaguete ao sugo, carne assada ao molho madeira, salada de folhas verdes, uva e quadradinhos de brownie para a sobremesa.

É tanta gente que os funcionários do restaurante precisam comer em dois turnos: o primeiro grupo se serve antes da abertura da casa e o segundo, por volta das 15h30. Come todo mundo, do chef ao manobrista.

"Arroz, feijão e farofa não podem faltar, eles adoram", diz a nutricionista Adriana Cardoso. As variações ficam por conta das saladas, guarnições e do segundo prato, que pode ser uma massa, estrogonofe ou frango assado, entre outros. Sábado é dia de feijoada e, domingo, macarrão com frango.

Já os peixes... "Eles são servidos, pelo menos, uma vez por semana. Mas muitos não comem e trocam por ovo", conta a nutricionista. "A gente gosta é de carne", sussurrou um dos funcionários no almoço da última sexta-feira. "É claro que quando sobram aparas de carne, a gente aproveita", afirma Adriana. O toque final é dado pelo Joel, cozinheiro da brigada.

LISTA DE COMPRAS DA SEMANA
60 kg de capa de filé
70 kg de arroz
21 kg de feijão
60 kg de frango
17 dúzias de ovos
25 kg de farinha
30 kg de merluza
20 kg de linguiça


Jardim de Napoli


Se o ambiente das cantinas evoca uma grande família, no Jardim de Napoli, uma das casas mais tradicionais da cidade, todos os dias acontece um verdadeiro almoço de domingo, tanto às 11 h como às 18 h. São 75 pessoas por turno (incluindo os funcionários do empório do outro lado da rua, manobristas, equipe da cozinha e salão). Os primeiros a chegar ao trabalho vão pegando as panelas e dando andameanto ao cardápio.

A planilha, feita por um nutricionista, fica colada na parede, com a descrição dos menus da semana.Não há repetição. Duas saladas, arroz, feijão, guarnição, prato principal, sobremesa e suco. Tudo ali segue uma ordem. As massas – especialidade da casa – são reservadas para os fins de semana e datas festivas. Mas pelo menos duas sextas-feiras por mês é dia de pizza. Não há um prato de sucesso, no entanto, quando aparecem gratinados, bifes e frangos na chapa a saída é mais que garantida.

Quem come mais ali é um funcionário atleta, o Pintado dos serviços gerais – Edson de Medeiros. Ele é maratonista e capricha na "montanha" (ops!), prato de salada e nas proteínas. "De vez em quando abro espaço para os carboidratos, para aumentar o gás. Mas não exagero para não engordar." Todos os dias, antes do serviço Pintado vai ao Parque do Ibirapuera e faz sua rotina de treinos, com tiros e longas distâncias. Chega faminto para abastecer o corpo na cantina.

11 setembro, 2009

PJ Clarke's



A primeira vez que estive no PJ's de São Paulo foi na semana da inauguração. Tinha uma fila de espera que foi bem rápida.


Na mesa, um folder dizia alguma coisa do tipo: "Desculpe-nos qualquer transtorno, estamos começando" ou "estamos aprendendo", alguma coisa assim... Ainda acho que deveriam completar a frase: "Em função disso, nesse período não vamos cobrar a taxa de serviço!" Doce ilusão...


Em minha última visita a Nova York, cheguei com a idéia fixa de visitar a casa original. E assim foi.


Em NY, o PJ Clarke's tem um ambiente mais 'lagardo', em São Paulo o ar moderninho-retrô impera.


A toalha xadrez está presente nas duas, em NY mais surradas, em SP bem engomadas.


Ah, os preços. Considerando conversão US x R$, NY vale mais a pena, o caro é a passagem. Mas levando em conta que em São Paulo todos os pratos já vem acompanhados de batatas fritas, os R$ 23,00 pagos por um cheese salada são bem pagos!



Vale conhecer os dois!


915 3rd Ave, New York, NY, 10022 -(222) 317 1616
Rua Dr. Mario Ferraz, 568 - São Paulo - (11) 3078 2965

10 setembro, 2009

08 setembro, 2009

Clube do Churrasco


Um belo dia de folga, ensolarado, com bastante tempo pra comer e beber???

Aposte no Clube do Churrasco.

Um excelente lugar pra tomar um choppinho, comer uma carne caprichada ou só petiscar (vá de pãozinho de alho!).

Ah! Tem um petisco que o nome diz tudo: Chama Chopp. São fatias beeemm fininhas de queijo provolone, não tem aquele gosto foooorrrte do provolone, fica bem suave, você come (e bebe) sem perceber!

Pra quem tá de regime, tem um buffet de saladas bem honesto.


São dois endereços (não sei qual eu prefiro, as duas casas são bem agradáveis!):

Butantã - o mais antigo
Avenida Doutor Vital Brasil, 1111 - Butantã - São Paulo - SP(11) 3726-6239

Alto de Pinheiros - no antigo bar A Ilha
Avenida São Gualter, 679 - Alto de Pinheiros - São Paulo - SP(11) 3021-1029

02 setembro, 2009

Koi


Já tinha ouvido falar desse restaurante japonês, e ouvi falar bem, mas, infelizmente, minha primeira impressão não foi das melhores.

Na quarta (26/08), depois de sair do show do Rei no Ginásio do Ibirapuera, fomos pro Koi do Itaim. (uma obs: quem deu show mesmo foi a Hebe Camargo, quando chegou, passou pelo meio da galera acenando e tirando foto com todo mundo!)

Eu e meu marido + nossos amigos Marcio e Kathy chegamos ao restaurante exatamente 23h45. Na porta a placa indicava o horário de fechamento às 24h. Perguntamos pro garçom se ainda podíamos entrar, e ele fez sinal que sim.

Mas acho que a garçonete colega de trabalho dele não gostou muito da idéia.

Veio nos atender com a cara mais fechada que ela poderia fazer.

Escolhemos tudo rapidinho e quando ela veio anotar nosso pedido, um de nós ainda brincou: "Ainda bem que deu tempo, né?"
Pois ela teve o mau humor de responder: "Não! Não deu!" e saiu com aquela cara de que ia jogar alguma coisa desagradável em nossa comida.

Confesso que tive vontade de levantar e sair, mas já era tarde, estávamos sem carro (andando de táxi por SP, pode?) etc etc etc....
(A comida veio aparentemente em perfeito estado)

Acho que a tal placa que fica na porta com horários deveria conter o seguinte aviso:

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
SEG A SEX - 11h30 às 15h00 e
19h00 às 24h00 (MAS A ENTRADA NO RESTAURANTE DEVE SER SOMENTE ATÉ ÀS 23H30)

Quando você lê uma placa dessas entende que pode entrar até às 24h, correto??? Ou eu é que estou sendo muito crica???

Pela fama, acho que merece uma segunda chance, mas só quando eu estiver de muito bom humor... ;)
(até o peixinho do logotipo deles tem uma carinha triste, repara?!)

Rua Emanuel Kant, 147 - Itaim
+ 3 endereços